Para quem me acompanha aqui no blog, já sabe da minha paixão por capturar momentos únicos através das lentes da minha câmera. O que talvez vocês não saibam é que por trás de cada clique, de cada edição, existe uma mente que funciona em um ritmo um pouco diferente: a mente de alguém com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Durante anos, o TDAH foi para mim uma montanha-russa de ideias brilhantes e distrações frustrantes, de picos de hiperfoco e abismos de procrastinação. Na escola, no trabalho… muitas vezes senti como se minha mente fosse um rádio sintonizado em várias estações ao mesmo tempo. Organização, prazos, manter o foco em uma única tarefa por muito tempo – tudo isso parecia uma batalha constante.

E a fotografia? Bem, a fotografia surgiu na minha vida meio que por acaso, mas logo se tornou um refúgio, um canal para essa energia toda. No início, confesso, o TDAH se manifestava de formas… interessantes. Saía para fotografar com a bateria da câmera descarregada, esquecia lentes importantes em casa, perdia horas explorando um único detalhe e me esquecia completamente do objetivo inicial da sessão.

Mas com o tempo (e muita autoconsciência), comecei a perceber que essa mesma mente “turbulenta” que me causava tantos desafios, também era a fonte da minha criatividade única como fotógrafo.

O Lado B do Déficit de Atenção: Um Olhar Diferenciado

O que para alguns pode parecer desatenção, para mim se traduz em uma capacidade aguçada de notar detalhes que passam despercebidos. Meu olhar divaga, sim, mas nessa divagação, ele captura texturas, cores, sombras e composições inusitadas que talvez uma mente mais linear não perceberia.

A impulsividade, muitas vezes vista como um problema, na fotografia se torna a coragem de experimentar ângulos diferentes, de clicar naquele instante fugaz sem pensar demais, de buscar perspectivas não convencionais.

E o hiperfoco? Ah, o hiperfoco! Quando um tema realmente me apaixona, quando a luz está perfeita, quando a conexão com o modelo é intensa, eu simplesmente “desligo” do mundo ao redor. Horas se tornam minutos, e a única coisa que existe é a busca pela imagem perfeita. Nesses momentos de imersão total, o TDAH se transforma em um superpoder, permitindo uma concentração absurda no meu trabalho.

Organizando o Caos: Estratégias e Ferramentas

É claro que nem tudo são flores. Para transformar o caos criativo em arte organizada, precisei desenvolver algumas estratégias. Listas de equipamentos pré-disparo, alarmes no celular para lembrar de checar a bateria, softwares de edição que me ajudam a manter o fluxo de trabalho… Encontrei minhas próprias formas de “domar” a dispersão e canalizar a energia para o meu trabalho.

“Modo TDAH: ON”: A Música que Nasceu da Mente que Não Para

E por falar em canalizar a energia, essa jornada de autoconhecimento e aceitação do meu TDAH me inspirou a explorar uma nova forma de expressão artística: a música. Com a ajuda da inteligência artificial, estou criando letras e melodias inéditas que mergulham no universo do TDAH, explorando suas nuances, desafios e, principalmente, suas potencialidades.

O meu primeiro single, “Modo TDAH: ON”, é um reflexo dessa mente que nunca para, um som que pulsa com a energia, a intensidade e a criatividade que o TDAH me proporciona. Em breve, vocês poderão conferir essa nova faceta do meu trabalho.

Um Convite à Reflexão

Se você também convive com o TDAH, ou se simplesmente se interessa por como diferentes mentes processam o mundo, espero que essa minha experiência inspire e traga novas perspectivas. O TDAH não é um limite, mas sim uma forma diferente de experimentar a realidade. E na arte, essa diferença pode ser o nosso maior trunfo.

Fiquem ligados para mais novidades sobre meu trabalho fotográfico e sobre o lançamento do meu primeiro single, “Modo TDAH: ON”!

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